Autor CDTECH

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Empresa incubada no Centro de Desenvolvimento Empresarial e Tecnológico (CDTech/UFAM) acaba de produzir o primeiro hidratante e protetor labial utilizando unicamente matéria-prima vegetal da Amazônia. O Lip Balm está em fase final de testes e promete ser a resposta para consumidores que procuram os chamados cosméticos verdes.

Procurando atender a demanda por cosméticos que não utilizem insumos de origem animal e ainda apresentar ao mercado um produto completamente amazônico, os pesquisadores da Eora Fitocométicos dedicaram-se a desenvolver produtos cujos componentes naturais da região fossem sua base funcional, não somente fonte de sabores e aromas, como praticado atualmente. “O Lip Balm tem formulação inédita, e não consiste da simples incorporação de insumos vegetais em bases prontas produzidas com manteiga de cacau, karité, cupuaçu ou cera de abelha, por exemplo, como a maioria dos produtos similares no mercado”, informa a Professora Fernanda Guilhon, uma das idealizadoras.Da esquerda para direita: Lívia Fernandes, Sunmily Oliveira, Salomão, professora Fernanda Guilhon e Clarissa Cirino

“Nosso produto não utiliza qualquer ingrediente de origem animal, oferecendo ao consumidor alternativa multifuncional, hidratante e fotoprotetor, livre de substâncias sintéticas, mais seguro para os usuários e para o meio ambiente e em consonância com a demanda do mercado por cosméticos inovadores e verdes”, esclarece.

De acordo com os pesquisadores, o Lip Balm é multifuncional e unissex, direcionado a todos os interessados em utilizar um cosmético que ofereça saúde e beleza aos lábios, simultaneamente. O produto pode ser usado no dia-a-dia, como um auxiliar na prevenção de descamação e ressecamento dos lábios, além de proporcionar fotoproteção aos usuários. “O produto tem fácil aceitação no mercado, pois a comunidade em geral está cada vez mais interessada em bem-estar, saúde e beleza, com o mínimo de produtos. Somado a isso, o mercado de cosméticos é um dos que pouco sofrem os efeitos de recessões econômicas, sendo esses produtos considerados artigos de primeira necessidade”, diz a professora.

Apresentado como projeto de iniciação científica pela estudante de graduação em Farmácia, Lívia da Rocha Fernandes, o Lip Balmrecebeu o prêmio de melhor PIBIC da área de Saúde na XXVI edição do CONIC (2016/2017).

Sobre a Eora

Desde 2011, os pesquisadores idealizadores Fernanda Guilhon Simplicio, Salomão Rocha Martim e Leidyana Moraes da Costa já desenvolviam projetos de inovação tecnológica de cosméticos. No entanto, somente em 2016, após dois dos seus projetos serem selecionados entre os 40 vencedores do Programa Sinapse da Inovação Operação Amazonas (Edital n. 008/2015 – FAPEAM), que a empresa foi efetivamente constituída e recebeu o apoio integral do CDTech para iniciar suas atividades.

A Eora é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento, dedicada à criação cosméticos inovadores, agregando valor ao potencial biotecnológico da Floresta.

O projeto do hidrante e protetor labial teve ainda a colaboração da discente de graduação em Farmácia, Lívia da Rocha Fernandes, e da farmacêutica Clarissa Pereira Cirino, como consultora técnica do projeto.

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O Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação representa uma virada para o desenvolvimento de pesquisas no Brasil, pois desburocratiza as atividades de pesquisa e inovação e cria novos mecanismos para incentivar a integração entre instituições científicas e tecnológicas (ICTs) e o setor empresarial. Esta afirmação foi feita pelo ministro Gilberto Kassab, durante cerimônia no Palácio do Planalto, onde apresentou o decreto que promoverá uma série de estímulos ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacitação científica e tecnológica e à inovação no país.

“O decreto dará transparência, segurança jurídica para se fazer importações, convênios ou subvenção para uma empresa e segurança para aquilo que se está querendo beneficiar. Temos a oportunidade de dar uma contribuição decisiva para conferir clareza de regras a essas atividades. Daqui para a frente, teremos melhor condições de avançar com a pesquisa no país já que o país tem uma ciência de excelência, mas não tínhamos uma legislação compatível”, reforçou o ministro.

É amplo o reconhecimento de que o Brasil é um ator importante na área científica, mas não tem alcançado o mesmo nível de sucesso na conversão de conhecimentos especializados em produtos voltados ao mercado. Por esse motivo, o MCTIC e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), trabalharam em conjunto para formular uma proposta regulatória para atender, de forma objetiva e com embasamento jurídico, o desenvolvimento da ciência, da pesquisa e da inovação no país, alinhando-o à disciplina jurídica de outros países bem-sucedidos no setor. O texto teve sugestões de outras pastas, de entidades representativas e de órgãos estaduais e municipais.

Segundo Kassab, é esperado que as relações entre as atividades científicas e tecnológicas e o setor produtivo fiquem mais próximas. Com o Marco Legal, a prestação de contas dos instrumentos que financiam as atividades de pesquisa será facilitada, o que permitirá às agências de fomento transferirem recursos focados no desenvolvimento de soluções inovadoras.

Outros benefícios são a simplificação na celebração de convênios para a promoção da pesquisa pública, maior facilidade para a internacionalização de ICTs, aumento da interação entre esse tipo de instituições e empresas, incremento de incentivos para a promoção de ecossistemas de inovação, diversificação de instrumentos financeiros de apoio à inovação, maior compartilhamento de recursos entre atores públicos e privados, simplificação de procedimentos de importação de bens e insumos para pesquisa, novos estímulos para a realização de encomendas tecnológicas e flexibilidade no remanejamento entre recursos orçamentários.

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Alvaro Prata, explicou que o decreto é bastante detalhado e envolve nove leis – interpreta e dá segurança a artigos dessas legislações. Segundo ele, o decreto abrange a relação das universidades com as fundações de apoio, as parcerias entre as universidades e as empresas, além da maneira como os recursos são transferidos para as fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs). “Ciência, tecnologia e inovação é o pilar mais importante para o desenvolvimento econômico e social de uma nação. Aquele país que não conseguir priorizar isso terá dificuldades crescentes no século 21”, afirmou Prata.

Como resultado do Marco Legal, Prata espera a promoção de transferência de tecnologia gerada nas ICTs, a incubação de empresas no espaço público de CT&I, a valorização da propriedade intelectual, o estímulo a projetos cooperativos, a extensão do conhecimento para a sociedade e a possibilidade de compartilhamento de infraestrutura, equipamentos e recursos humanos para o desenvolvimento tecnológico e a geração de produtos e processos inovadores.

“Além disso, a regulamentação estimula a mobilidade do pesquisador público nos processos de inovação tecnológica, bem como a sua participação nos ganhos econômicos e sociais resultantes. Essas atividades geram externalidades para o conjunto da economia brasileira, e não apenas para os atores diretamente envolvidos nas ações”, completou o ministro Kassab.

Já o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira, destacou que o Marco Legal é importante para ajudar a destravar uma série de dificuldades legais e dar mais flexibilidade. “É um passo fundamental para a ciência brasileira avançar e gerar mais inovação. A forma como essa regulamentação vai chegar até as empresas e às instituições de pesquisa será um processo de construção e de aprendizado.”

Fonte: www.mctic.gov.br